Alagoinhas:Viaduto da Rua do Catu vira canteiro de obras e equipes iniciam retirada de entulhos
O Viaduto da Rua do Catu, que estava interditado desde o desmoronamento parcial em abril de 2024, já se transformou oficialmente em um canteiro de obras. Nesta quarta-feira (29), algumas máquinas já começaram a atuar na área para a retirada de entulhos e preparação do terreno, marcando o início da recuperação total da estrutura.
A intervenção é fruto de uma articulação entre a Prefeitura de Alagoinhas e o Governo da Bahia, através da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (CONDER). O investimento, estimado em cerca de R$ 10 milhões, irá resolver os problemas de infraestrutura na região, devolvendo a segurança e a fluidez ao tráfego.
Dada a magnitude da obra e a necessidade de isolamento total da via para a movimentação de maquinário, a Prefeitura montou uma força-tarefa intersetorial envolvendo as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes), Obras e Projetos (Seop), Governo (Segov) e o gabinete (Gapre).
Assistentes sociais estão percorrendo as residências de porta em porta para realizar um mapeamento detalhado. “Estamos identificando famílias com idosos, pessoas com deficiência, acamados ou cadeirantes. Precisamos garantir que, mesmo com a via interditada, o socorro médico e o acesso de emergência, como ambulâncias do SAMU e viaturas policiais, estejam assegurados através de um canal direto de comunicação”, explicou a assistente social, Ester Machado.
Um dos principais pontos da operação é a gestão dos veículos dos moradores. Como o acesso às garagens será temporariamente comprometido, a Prefeitura disponibilizou o espaço do Colégio Estadual de Alagoinhas (CEA) para servir como estacionamento 24 horas para os residentes cadastrados.
A engenheira civil, Cleide Maria Andrade, ressalta a importância da colaboração da comunidade. “Toda esta região agora é um canteiro de obras gigantesco. Estamos informando sobre a necessidade de retirada de veículos das garagens e das vias para que a obra siga com excelência técnica. As assinaturas que colhemos nos formulários comprovam que o morador está ciente e seguro de que terá assistência, especialmente nos casos de comorbidades”, pontuou.
A avaliação técnica já descartou riscos na estrutura principal do viaduto, mas a correção definitiva envolve a recomposição do aterro com solos granulares para evitar novos empuxos hidráulicos.
Fonte: SECOM






