Estimativa é de que R$ 1,7 bilhão deixe de ser movimentado em Salvador com o cancelamento do Carnaval

Foto: Manu Dias/GovBa

Com o cancelamento do Carnaval de Salvador devido à pandemia da Covid-19, cerca de R$ 1,7 bilhão, advindos dos gastos dos foliões, deixarão de circular na capital baiana. A estimativa foi feita pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria estadual do Planejamento (Seplan), e divulgada nesta segunda-feira (8/2).

Os dados levam em conta que 1,2 milhão de pessoas não irão circular nas ruas onde tradicionalmente acontecem os festejos. Em torno de 60 mil trabalhadores ficarão sem opção de desempenhar suas atividades e um montante de R$ 90 milhões de rendimentos, fruto dos trabalhos realizados durante o período de Carnaval, deixará de ser gerado. O desinvestimento público deve ser de R$ 133 milhões.

Para estimar a provável participação dos foliões locais no Carnaval 2021 foi usada a média de moradores da capital que brincaram em eventos anteriores (17,7%). Essa proporção foi identificada em pesquisas realizadas pela SEI/DIEESE/SECULT. Considerando-se a população estimada pelo IBGE para capital em 2020 (2,9 milhões de habitantes), a SEI supõe que em torno de 528 mil foliões residentes estariam na festa em 2021. Para aferir a participação dos turistas, caso houvesse o evento, a Superintendência replicou o cálculo da Setur para o ano de 2020, quando se avaliou a presença de 636 mil turistas.

Assim, o R$ 1,7 bilhão equivale aos gastos médios dos foliões por categoria: residentes, turistas do interior, turistas de outros estados, e turistas de outros países. Para realizar o evento em 2020, a despesa dos poderes estadual e municipal foi de R$ 133 milhões, que não serão investidos esse ano. O Governo do Estado disponibilizou R$ 73 milhões distribuídos entre os municípios que fazem o Carnaval. Salvador absorve a maior parte deste recurso, enquanto a Prefeitura Municipal de Salvador aportou R$ 60 milhões, destes, R$ 20 milhões originários dos cofres públicos e o restante advindo de patrocínio.

Ainda de acordo com a SEI, o verão sem festas públicas ou privadas deve impactar nos indicadores de diversos setores no primeiro trimestre de 2021. A redução de arrecadação de ICMS foi projetada em R$ 47,3 milhões nos setores de bebidas, alimentação e alojamento. Também acarretará na queda de 18,2% na taxa de ocupação dos hotéis em Salvador, no período, e redução de 7 mil postos de trabalho diretos, além da queda em torno de 25% da receita nominal do conjunto de atividades características do turismo.

Fonte: Da redação

 

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